Qual é a cor da minha negritude?
Qual é o cheiro da minha negritude?
Qual é o som da minha negritude?
Agora estamos na era da “Excrusão Social”, onde todo Afro-descendente poderá sentar para estudar ao lado do filho do patrão. Onde todo cabelo ruim se resolve com uma chapinha e de empregada e motorista particular passou a protagonista da novela das oito.
Abaixo o preconceito! Abaixo o racismo! Já sei. Podemos colocar também um “negro sarado” no Big Brother e tudo fica bem. Oh... Santa Princesa Isabel que nos libertou ! Abandonamos a senzala para povoar as favelas. E nessa convicção da nossa mulatice, ritmamos nossa incansável labuta todos os dias até o quilombo dos sonhos, sempre buscando reconcertar aquela desigualdade passada : a herança deixada de uma máscara branca numa alma que é negra.
Iaiá... Ioiô... Grandes tesouros carregamos nestes tais traços indefinidos que caracterizam a nossa criolindade, é... Somos criolos e lindos, carregando esta beleza exótica e um tanto poética, vinda de tantas partes do outro lado do mar.
E hoje podemos nos olhar no espelho de nosso passado com dignidade e vermos o reflexo de um Brasil de diversidades.
Amo o termo CRIOLINDADE!
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