“Os céus manifestam a glória de Deus e nos mostra aquilo que as suas mãos fizeram.”
(Salmos 19:1)
Nunca largue o “Nhanderú” (Deus na língua tupi-guarani), porque ele é tão bom – dizia ela com lágrimas saindo dos seus olhos. Naquele instante pude sentir a presença dele, do meu Deus, o Jieshuá, o Tupã, o Itukóviti , o meu criador e o criador de todas as coisas existentes encima e embaixo da terra , o EU SOU , o criador do Universo , dono da vida !
Era pela manhã, já poderia ouvir muitos sons diferentes dentro da mata, tais como: pássaros, macacos, calangos no meio das folhas e tantos outros animais. Estava no meu lugarzinho preferido para sentar e meditar todos os dias, era um tronco de uma árvore caída que ficava a caminho do banheiro, escolhi ali por medo de não me perder. Enfim, lá estava eu, sentada e tirando os “piuns” (mini-inseto terrível) que tentavam entrar na minha boca, ouvido e tudo quanto era buraco. Então comecei a falar com Deus, dirigindo-se a ele com minhas orações “Super Holy”, pedindo revelações sobre aquele povo, e que Deus mostrasse o seu coração e blábláblá... E a única coisa que pude ouvir de Deus todos os dias nesta tribo, foi sobre EU MESMA! Nossa como eu sou importante! Deus quer falar sobre minha vida, não quer se revelar sobre o povo com o qual ali eu estava?!
Realmente, nós só podemos nos mover em fé até onde nós conhecemos a Deus, caso contrário, estamos enganando a nós mesmo e corremos como um cachorro corre atrás do seu próprio rabo.
Sempre escuto alguns hinos que são cantados em igrejas evangélicas sobre a manifestação da glória de Deus: “Eu vejo a glória do senhor hoje aqui”... ”Nos santos dos santos.” e ai por diante, intencionalmente somos induzidos a um outro plano, seja ele físico ou psíquico, alguns até vêem os anjos descendo e subindo como nosso querido “ Padre Marcelo” ,e outros vêem nuvem de fumaça ,um verdadeiro espetáculo da glória de Deus.
Enquanto ouvia Deus falando sobre mim todos os dias, curas, restauração, transformação de mente (Rm 12:2) foram ocorrendo em meu caráter. Mas ainda eu o questionava sobre suas revelações, conseqüência de tantos testemunhos fragmentados que ouvimos acerca do caráter de Deus.
Em uma manhã qualquer, lá estava eu sentada no mesmo lugar, e com o mesmo ritual (tirando os piuns), então o meu ouvido espiritual foi limpo e pude ouvir a doce e clara voz do EU SOU me dizendo: Carla, Você é a revelação da minha glória!
E como um “insight”, eu consegui rever e compreender tudo o que ele estava falando e fazendo na minha vida até ali. Como Deus é paciente!
O espírito Santo de Deus habita em todo aquele que nasce novamente em Jesus, através da sua plena graça. Portanto, a glória do EU SOU é também manifestada em mim e nas minhas atitudes que automaticamente refletem no meu próximo.
Podemos observar e meditar a respeito desta manifestação da glória de Deus nos evangelhos:
[...] Porém o mestre da Lei, querendo se desculpar, perguntou:
- Mas quem é o meu próximo?
Jesus respondeu assim: Um homem estava descendo de Jerusalém para Jericó. No caminho alguns ladrões o assaltaram, tiraram a sua roupa, bateram nele e o deixaram quase morto. Acontece que um sacerdote estava descendo por aquele mesmo caminho. Quando viu o homem, tratou de passar pelo outro lado da estrada. Também um levita passou por ali. Olhou e também foi embora pelo outro lado da estrada. Mas um samaritano que estava viajando por aquele caminho chegou até ali. Quando viu o homem, ficou com muita pena dele. Então chegou perto dele, limpou os seus ferimentos com azeite e vinho e em seguida os enfaixou. Depois disso, o samaritano colocou-o no seu próprio animal e o levou para uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, entregou duas moedas de prata ao dono da pensão, dizendo:
-Toma conta dele. Quando eu passar por aqui na volta, pagarei o que você gastar a mais com ele.
Então Jesus perguntou ao mestre da Lei:
- Na sua opinião,qual desses três foi o próximo do homem assaltado ?
-Aquele que o socorreu! – respondeu o mestre da lei.
E Jesus disse: Pois vá e faça à mesma coisa. (Lucas 10:29-37)
Deus é amável, fiel, justo, bondoso, ou seja, imensamente confeccionado de adjetivos divinos. Seu anseio é de nos ensinar e nos tornar cada dia mais semelhante a eles, embora não mereçamos.